A CASA DE FORMAÇÃO E A MUDANÇA DE PRIOR LOCAL E REITOR

A formação é a coluna de sustentação do Instituto em todas as suas áreas (...) A formação será sólida, personalizada, integral e permanente (§ 24).

A Formação de um religioso e sacerdote no Instituto Missionário Servos de Jesus Salvador está bem definida no parágrafo acima, saído de nossas Constituições, que por sua vez, apresentam o espírito de nosso Fundador Pe. Gilberto Maria Defina, sjs. É período de graça particular, onde o vocacionado se prepara para definitivamente assumir o que Deus lhe propôs quando aconteceu o chamado. A casa de Formação Nossa Senhora de Pentecostes, ou comumente chamado “O Seminário”, é o lugar onde o religioso gradativamente se desenvolve para a Missão, é nossa Casa Mãe, o coração desta Obra de Jesus Salvador, por onde todos os Padres passaram e passam para se tornarem o que são, ou melhor, outros Cristos, que vivem sob o carisma do Louvor de Deus e na espiritualidade carismática.
No ano de 2006 eu, Pe. Myguel M. J. Fernandes Tostes, sjs fui convidado pelo então Superior Geral, Pe. Francisco Ivanildo dos Santos, sjs para assumir como Formador desta Casa, o que muito me espantou pelas dimensões da missão, tão superiores às minhas capacidades. Mas na obediência e fé na misericórdia de Deus assumi o encargo. Em 2007 me tornei Prior Local e Reitor desta mesma Casa, e fui confirmado nesta função pelo atual Prior Geral Pe. Leomar Nascimento de Jesus, sjs,  juntamente com seu Conselho Geral. Esta função exerci até o momento presente (01/2011), com gratidão a Deus e a todos os meus irmãos que confiaram a mim tão grande responsabilidade a qual sempre me julguei indigno, pois lidar com vocações é manusear tesouros celestes, ou seja, realidades superiores a nós mesmos, pois provindas de Deus. Agradeço também a todos os que participaram desta história miraculosa, em particular, os que foram grandes amigos e colaboradores, aos Reverendíssimos Pe. Afonso Maria da Cruz Castaldoni, sjs, Pe. Tiago Gonçalo de Oliveira, sjs, Pe. João Maria Vianney Macena, sjs, Pe. Adriano Correa da Silva, sjs e Pe. Francisco de Assis Oliveira do S. Santíssimo, sjs. Também agradeço aos amados padrinhos e madrinhas, bem como aos benfeitores que, confiando em Deus, depositam sua esperança nesta Obra, Deus os abençoe cada vez mais.
Desta maneira foram cinco (5) anos sendo Formador de Religiosos e Sacerdotes, aos quais a muitos pude com alegria apresentar à Igreja para os votos temporários, perpétuos, e ordenações diaconais e prebiterais. E, inclusive, também pude receber de alguns os mesmos votos. Estes, dentre tantos, foram para mim momentos de grande júbilo, não obstante todo o sofrimento e desgaste do percurso para o cumprimento da vontade divina manifestada pelos meus superiores.
Agora deixo esta função indo à outra missão necessitada de meus préstimos, a saber a Paróquia Mãe de Jesus, na Arquidiocese de S. Paulo, setor Ipiranga, e esta mesma função, o Priorado Local e a Reitoria, a deixo ao meu querido irmão no Sacerdócio, o Reverendíssimo Pe. João Evangelista Maria da Cruz, sjs e faço votos que o Senhor Jesus Salvador o fortaleça com toda sorte de bênçãos e graças.
Enfim, louvo ao Senhor nosso Deus, sempre misericordioso e repleto de bondade, que em cada momento manifestou seu amor para comigo: seus cuidados zelosos, suas respostas claras, seus suaves consolos. E ainda, a Ele engrandeço no reconhecimento e na gratidão por  saber que sem Ele nada teria feito, por isso a Deus todo louvor, honra e glória eternamente.


Autor: Pe. Myguel M. J. Fernandes Tostes, sjs

Escrito para o Jornal Uma Nova Unção, Jan/2011, ed. 99.




Ingresso no Noviciado Salvista: 08/01/2011.

Com grande alegria, cinco jovens ingressaram no Noviciado Salvista neste novo ano de 2011. Um novo tempo para esses bravos rapazes que querem devotar as suas vidas nesta nossa Obra de Jesus Salvador. Nesta cerimônia fechada, estes novos noviços receberam a Cruz Missionária e as Constituições de nosso Instituto.

São eles: 


Éverson Barros, Igo Emmanuel Batista, Luciano Belarmino, Rodrigo Simas, e Ednaldo Leite.




A Cruz Missionária...


Recebendo as Constituições...






Os neos-noviços e seu Mestre, Pe. Paulo Mariano.

PARABÉNS AOS NOSSOS IRMÃOS, QUE DEUS LHES ABENÇOE E SUSTENTE !!!!

Então, 2011!!!


São os Votos de toda Família Salvista!

Papa Bento XVI fala ao Brasil sobre a vida consagrada...


"Perante a diminuição dos membros em muitos Institutos e o seu envelhecimento, evidente em algumas partes do mundo, muitos se interrogam se a vida consagrada seja ainda hoje uma proposta capaz de atrair os jovens e as jovens. Bem sabemos, queridos Bispos, que as várias Famílias religiosas desde a vida monástica até às congregações religiosas e sociedades de vida apostólica, desde os institutos seculares até às novas formas de consagração tiveram a sua origem na história, mas a vida consagrada como tal teve origem com o próprio Senhor que escolheu para Si esta forma de vida virgem, pobre e obediente. Por isso a vida consagrada nunca poderá faltar nem morrer na Igreja: foi querida pelo próprio Jesus como parcela irremovível da sua Igreja. Daqui o apelo ao compromisso geral na pastoral vocacional: se a vida consagrada é um bem de toda a Igreja, algo que interessa a todos, também a pastoral que visa promover as vocações à vida consagrada deve ser um empenho sentido por todos: Bispos, sacerdotes, consagrados e leigos.
Entretanto, como afirma o decreto conciliar Perfectae caritatis, «a conveniente renovação dos Institutos depende sobretudo da formação dos membros» (n. 18). Trata-se de uma afirmação fundamental para toda a forma de vida consagrada. A capacidade formativa de um Instituto, quer na sua fase inicial quer nas fases sucessivas, está no centro de todo o processo de renovação. «De fato, se a vida consagrada é, em si mesma, uma progressiva assimilação dos sentimentos de Cristo, resulta evidente que um tal caminho terá de durar a vida inteira para permear toda a pessoa (...) e torná-la semelhante ao Filho que Se entrega ao Pai pela humanidade. Assim entendida, a formação já não é apenas um tempo pedagógico de preparação para os votos, mas representa um modo teológico de pensar a própria vida consagrada, que em si mesma é uma formação jamais terminada, uma participação na ação do Pai que, através do Espírito plasma no coração os sentimentos do Filho» (Instr. Partir de Cristo, 15)."
Fonte: www.zenit.org 

Kairós Salvista: Um fim de semana de Ação de Graças e muito Louvor!!!

Ocorreu no último fim de semana (23 e 24/10/2010) o nosso "V KAIRÓS SALVISTA"  na Comunidade Canção Nova, em Cachoeira Paulista/SP.

Para todos nós que participamos, foi uma experiência forte do Carisma do Louvor de Deus que se espalhou pelas ondas do sistema Canção Nova de comunicação! 

Vejam algumas fotos:

Pe. Adriano, sjs com o Ssmo. Sacramento.


Momento da Benção do Ssmo., no sáb. 23/10.

Adoração do sáb. 23/10.

Pe. Jucemar, sjs em sua pregação do dom. 24/10.

A assembleia reunida  no Rincão da CN.
Ir. Priscila ajudando a conduzir o momento.

Padres na missa (24/10) Presidente ao centro: Pe. Eliano, sjs.


Irmãos - barraca da Livraria Salvista com Pe. Moisés, sjs

Cenário montado pelos irmãos da Livraria.

Vocacionados: Jhony Emerson, Rosana (da JS), vocacionado Marcelo e Frt. Henrique, sjs 


Paroquianas com mebros da JS, vocacionados e Frt. Henrique, sjs.

A TODOS QUE CONTRIBUIRIAM MATERIALMENTE O ESPIRITUALMENTE, O NOSSO MUITO OBRIGADO!




RESUMO DA CARTA DO PAPA BENTO XVI AOS SEMINARISTAS, DE 18 DE OUTUBRO DE 2010



O santo padre reafirma a validade e a beleza da vocação sacerdotal, bem como sua importância no futuro da humanidade. O pontífice levanta 7 pontos principais no desenvolvimento das vocações sacerdotais, no período de seminário:

1.   1. SER “HOMEM DE DEUS”

Quem quer tornar-se sacerdote, deve ser sobretudo um «homem de Deus», como o apresenta São Paulo (1 Tm 6, 11). Para nós, Deus não é uma hipótese remota, não é um desconhecido que se retirou depois do «big-bang». Deus mostrou-Se em Jesus Cristo. No rosto de Jesus Cristo, vemos o rosto de Deus. Nas suas palavras, ouvimos o próprio Deus a falar connosco. Por isso, o elemento mais importante no caminho para o sacerdócio e ao longo de toda a vida sacerdotal é a relação pessoal com Deus em Jesus Cristo.

2.       2. VIDA SACRAMENTAL

Para nós, Deus não é só uma palavra. Nos sacramentos, dá-Se pessoalmente a nós, através de elementos corporais. O centro da nossa relação com Deus e da configuração da nossa vida é a Eucaristia; celebrá-la com íntima participação e assim encontrar Cristo em pessoa deve ser o centro de todas as nossas jornadas (...)Para uma recta celebração eucarística, é necessário aprendermos também a conhecer, compreender e amar a liturgia da Igreja na sua forma concreta. Na liturgia, rezamos com os fiéis de todos os séculos; passado, presente e futuro encontram-se num único grande coro de oração.

3.       3. O SACRAMENTO DA PENITÊNCIA

Importante é também o sacramento da Penitência. Ensina a olhar-me do ponto de vista de Deus e obriga-me a ser honesto comigo mesmo; leva-me à humildade. Uma vez o Cura d’Ars disse: Pensais que não tem sentido obter a absolvição hoje, sabendo entretanto que amanhã fareis de novo os mesmos pecados. Mas – assim disse ele – o próprio Deus neste momento esquece os vossos pecados de amanhã, para vos dar a sua graça hoje. Embora tenhamos de lutar continuamente contra os mesmos erros, é importante opor-se ao embrutecimento da alma, à indiferença que se resigna com o facto de sermos feitos assim. Na grata certeza de que Deus me perdoa sempre de novo, é importante continuar a caminhar, sem cair em escrúpulos mas também sem cair na indiferença, que já não me faria lutar pela santidade e o aperfeiçoamento. E, deixando-me perdoar, aprendo também a perdoar aos outros; reconhecendo a minha miséria, também me torno mais tolerante e compreensivo com as fraquezas do próximo.

4.       4. PIEDADE POPULAR

...a piedade popular é um grande património da Igreja. A fé fez-se carne e sangue. Seguramente a piedade popular deve ser sempre purificada, referida ao centro, mas merece a nossa estima; de modo plenamente real, ela faz de nós mesmos «Povo de Deus».

5.       5. IMPORTÂNCIA DOS ESTUDOS

O tempo no Seminário é também e sobretudo tempo de estudo. A fé cristã possui uma dimensão racional e intelectual, que lhe é essencial. Sem tal dimensão, a fé deixaria de ser ela mesma. Paulo fala de uma «norma da doutrina», à qual fomos entregues no Baptismo (Rm 6, 17). Todos vós conheceis a frase de São Pedro, considerada pelos teólogos medievais como a justificação para uma teologia elaborada racional e cientificamente: «Sempre prontos a responder (…) a todo aquele que vos perguntar “a razão” (logos) da vossa esperança» (1 Ped3, 15). Adquirir a capacidade para dar tais respostas é uma das principais funções dos anos de Seminário.

Que é importante conhecer as questões essenciais da teologia moral e da doutrina social católica, não será preciso que vo-lo diga expressamente. Quão importante seja hoje a teologia ecuménica, conhecer as várias comunidade cristãs, é evidente; e o mesmo se diga da necessidade duma orientação fundamental sobre as grandes religiões e, não menos importante, sobre a filosofia: a compreensão daquele indagar e questionar humano ao qual a fé quer dar resposta. Mas aprendei também a compreender e – ouso dizer – a amar o direito canónico na sua necessidade intrínseca e nas formas da sua aplicação prática: uma sociedade sem direito seria uma sociedade desprovida de direitos. O direito é condição do amor


6.       6. FORMAÇÃO HUMANA

 Os anos no Seminário devem ser também um tempo de maturação humana. Para o sacerdote, que terá de acompanhar os outros ao longo do caminho da vida e até às portas da morte, é importante que ele mesmo tenha posto em justo equilíbrio coração e intelecto, razão e sentimento, corpo e alma, e que seja humanamente «íntegro» (...)Faz parte deste contexto também a integração da sexualidade no conjunto da personalidade. A sexualidade é um dom do Criador, mas também uma função que tem a ver com o desenvolvimento do próprio ser humano. Quando não é integrada na pessoa, a sexualidade torna-se banal e ao mesmo tempo destrutiva. Vemos isto, hoje, em muitos exemplos da nossa sociedade. Recentemente, tivemos de constatar com grande mágoa que sacerdotes desfiguraram o seu ministério, abusando sexualmente de crianças e adolescentes. Em vez de levar as pessoas a uma humanidade madura e servir-lhes de exemplo, com os seus abusos provocaram devastações, pelas quais sentimos profunda pena e desgosto. Por causa de tudo isto, pode ter-se levantado em muitos, e talvez mesmo em vós próprios, esta questão: se é bom fazer-se sacerdote, se o caminho do celibato é sensato como vida humana. Mas o abuso, que há que reprovar profundamente, não pode desacreditar a missão sacerdotal, que permanece grande e pura. Graças a Deus, todos conhecemos sacerdotes convincentes, plasmados pela sua fé, que testemunham que, neste estado e precisamente na vida celibatária, é possível chegar a uma humanidade autêntica, pura e madura.