A Vocação Salvista


"Falar de vocação Salvista é essencialmente nos arremetermos ao nosso Carisma: o Louvor de Deus, sob todas as suas formas. Carisma este que nos  impele a santificação pessoal e comunitária. Longe de ser limitado a um momento específico, se trata na verdade de uma adesão na vida a sempre honrar o nome de Deus. O que é dever de todos os cristãos, a nós é dado como graça para um estado de vida.
                O salvista realiza sua vocação na medida de sua capacidade de celebrar o poder e o amor de Deus que o chama livremente a unir-se a Ele. Seus atos de louvor são chamados a fundir-se num caminho que será, todo ele louvor à glória do Pai.
                O servo de Jesus Salvador, vivendo o Louvor de Deus, na liturgia e na vida, impulsionado pela graça da Efusão do Espírito Santo, com o auxílio dos dons carismáticos e na vivência da comunhão, transborda no pastoreio e na missão, para ajudar cada ser humano a se encontrar com Deus.
                Desta forma, o Servo de Jesus Salvador procura ser um verdadeiro instrumento de salvação, promovendo o encontro de cada pessoa com Jesus Cristo Ressuscitado na força do Espírito Santo, e assim fazendo bem, curando e libertando os cativos e prisioneiros de tantas e diferentes formas de escravidão. Estamos como Família Religiosa, portanto, na Igreja e para a Igreja, desejando fazer cumprir a vontade do Senhor até que Ele venha, dando a Deus no mínimo, o máximo".

O Silêncio Dialogal

“Foi maltratado, mas livremente humilhou-se e não abriu a boca, como cordeiro conduzido ao matadouro; como ovelha que permanece muda na presença dos tosquiadores ele não abriu a boca.” (Is 53,7).
Este texto Sagrado, pela “exegese cristã[1]”, é atribuído a Cristo, ou seja, o Ungido que governaria devolvendo a Paz aos Hebreus e Reedificaria a Cidade de Jerusalém, e que, para nós cristãos, é Jesus nosso Salvador. Mas a nossa reflexão vai centrar-se nestas palavras que certamente resumem o modo pelo qual Nosso Senhor fez a vontade de Deus, isto é, o Silêncio.
Neste texto Sagrado destacamos algumas palavras chaves, que no desenrolar de nossa reflexão, ampliaremos a compreensão do Mistério em nossa vida. Depois relacionaremos com a tradição monástica e desembocaremos nas palavras de nosso Pai-fundador Pe. Gilberto, sjs a cerca da importância do silêncio como este mergulhar na vida de Deus.
Como notamos no texto sagrado estas palavras: “livremente humilhou-se”, “não abriu a boca”, “como ovelha...muda”, “não abriu a boca”, referem-se a Jesus, que mergulhado na Vontade de Deus, não discutia, a não ser quando interpelado por Pôncio Pìlatos quando praticamente propôs soltá-Lo e assim desviá-Lo da Vontade Salvífica. Mas nos coloquemos no lugar de Jesus, vejamos esta cena. Ele diante de Pilatos. Jesus havia acabado de sair de uma profunda agonia em meio à oração e silêncio. Após este momento, permanece em oração, mas silenciosa. Mas por que o silêncio? Qual o propósito ou importância dele para Jesus cultivá-lo?
As respostas a estas questões estão na reflexão e amadurecimento que a Sua  resposta (de Jesus) precisava passar. Jesus não só teria que dar um sim ao Projeto de Salvação do Pai. Esta resposta deveria vir carregada de toda uma internalização da mesma Vontade, teria que sair de Si firmemente decidida. E para tanto, o “silêncio de diálogo” é indispensável.
O silêncio como diálogo, é aquele que leva o homem naturalmente a mergulhar em si e confrontar-se com suas verdadeiras disposições, verdadeiros desejos, sejam eles bons ou não, no caso de Jesus, no entanto, Ele deparou-se com a Sua Vontade mais íntima, a que é a própria do Pai.
Não poderia ser diferente, uma vez sendo Ele mesmo Deus, apesar disso, como homem que também o é, não hesitou em expressar no horto: “Abbá (Pai)! Tudo é possível para Ti: afasta de mim este cálice;...” (Mc 14,36) e impulsionado pela Verdade mais íntima, fortaleceu-se dizendo: “porém, não o que eu quero, mas o que tu queres” (Mc 14,36). Isto porque, o que na verdade Ele quer, é o que o Pai quer! Notamos neste exemplo, como o silêncio é importante para o conhecimento da missão e o amadurecimento da resposta à mesma, pois na verdade como nos ensina a tradição Monástica hesicasta (experiência monástica russa):
A solidão de um eremita chama e facilita a vinda do Espírito Santo. “Na descida do Espírito”, dirá Serafim de Sarov, “convém estar à escuta – absolutamente silencioso. Também pela leitura que se torna supérflua uma vez que o espírito se apoderou do homem, a oração, à sua vinda, não tem mais necessidade de palavras.”
Teria ele chegado ao estágio descrito por Isaac, o Sírio, em que o silêncio do impassível é oração”?[2]

Esta espiritualidade hesicasta coloca o silêncio como encontro, oração, impassividade, este último porque ao ter sua alma toda mergulhada em Deus pelo silêncio, percebe-se confiante e abandonado à vontade de Deus, isto porque seu silêncio é de constante escuta.
Como você sabe somos carismáticos, e nosso carisma é o “Louvor de Deus”, mas para respondermos à esta graça com solidez, precisamos do silêncio como este diálogo preparatório, de uma resposta livre que Louve a Deus na nossa própria vida, que é ao mesmo tempo expressão de Louvor. Pois é só no silêncio, ao exemplo de Jesus na Cruz, que poderemos fazer como Ele, dar o mais Perfeito Louvor ao Pai com sua vida: a obediência, que culminará na atração de todos à Verdade que é Deus.
Nosso Pai fundador, deixou-nos também uma bela explicação deste silêncio, de solidão acompanhada como resposta de Louvor ao Pai:
...deve cultivar-se o silêncio; acima de tudo, como prática sempre útil nas movimentações de um lugar para o outro. Isto é sadio, e ajuda na recomposição do pensamento, no descanso, no recolhimento para a oração e no estar com Deus, sem cessar.[3]

Percebemos acima que o silêncio, ou solidão acompanhada, é esta internalização do diálogo com Deus, para que depois seja expressa efusivamente por um Louvor perfeito, que poderá ser tanto a Louvação (expressão verbal da afetividade por Deus) quanto a obediência, isto é, a vivencia da caridade como expressão de Louvor de Deus. Agora lançamos o desafio a você de mergulhar neste mês no silêncio de diálogo com Deus.



[1] Exegese Cristã – interpretação histórico-crítico das Sagradas Escrituras nas perspectivas cristã.
[2] Serafim de SAROV. Instruções Espirituais Diálogos com Motovilov. p. 35.
[3] Pe. Gilberto Maria DEFINA,sjs. CONSTITUIÇÕES, REGRAS DE VIDA, ORDENAÇÕES DE ESTUDOS. P. 246.

Vocês sabiam?

Aos rapazes da Renovação Carismática Católica vocacionados à Vida Religiosa.

Vocês sabiam:
  1. Que existe desde 1994 um Instituto religioso, para rapazes vocacionados participantes da RCC, que são chamados ao sacerdócio e à vida consagrada?
  2. Cujas Constituições e Regra de Vida são apropriados e praticados de acordo com a Espiritualidade Carismática?
  3. Que estes vocacionados estão à procura de um Instituto assim, e não o encontram, porque desejam continuar praticando a RCC?
  4. Cujo Carisma é o Louvor de Deus, e como consequência, a própria santificação e da comunidade em que vivem?
  5. Cujo apostolado ou pastoral desse Carisma é levar por toda a parte, o que eles mesmos receberam e querem comunicar aos outros os dons do Espírito Santo, através de fundações e organizações de grupos de oração, de evangelizações e de missões?
  6. Que o empenho principal é tornar-se missionário aqui e além de nossos limites?
  7. Que este Instituto está localizado na Diocese de Santo Amaro na capital paulista?
Este Instituto está unido e nasceu a partir da FRATERNIDADE JESUS SALVADOR e chama-se Instituto Missionário Servos de Jesus Salvador. Entre os candidatos ao ministério sacerdotal e que se formam em nosso Seminário, também são admitidos homens que tenham vocação específica para se formarem como irmãos religiosos, consagrados por votos.


Você? Salvista? Onde?


 Os Salvistas são uma grande família reunida de Servos e Servas de Jesus Salvador. Homens e mulheres que fazendo a experiência da Efusão no Espírito Santo, se decidem pela consagração a Deus através da doação de suas vidas para o serviço do Reino de Deus. Esta Família Salvista está constituída especificamente em três ramos:
  Os Servos de Jesus Salvador (composta por padres e irmãos consagrados- os fratres), as Servas de Jesus Salvador ( irmãs salvistas)

 E ainda, a Esfera laical onde temos a Ordem Terceira (leigos consagrados),  que destina-se a pessoas de ambos os sexos, solteiras ou casadas, que se comprometem a maior vivência espiritual; pessoas que vivem em seus lares e trabalho e com tempo parcial para a pastoral para a implantação e divulgação do Reino de Deus. Estes são os
                   Servos Evangelizadores do Reino (SER) 
 e o Movimento da Juventude eSalvista (JS)

Todos compartilhamos do mesmo Carisma do Louvor de Deus e da mesma Espiritualidade Carismática. Todos juntos estamos na missão de levar o povo de Deus a um encontro pessoal com o Deus-Amor. Juntos nos consagramos a Deus, buscando a santidade pelo Louvor.

 "O que nos leva a este constante louvor divino é a procura do 'Único Necessário' em nossa vida: é estar com Deus." (Regra de vida Salvista)

Também você pode vir fazer parte desta grande família do Louvor de Deus. Para iniciar um acompanhamento vocacional conosco é muito simples, basta enviar um e-mail para vocacionalsjs@hotmail.com 

"Que o Louvor de Deus cresça em nós sem cessar"

FESTA JUNINA SALVISTA

A Festa Junina Salvista acontece todos os anos no Seminário, e conta com a participação de grande número de amigos da FJS. Com comidas e bebidas típicas, os salvistas se reúnem para festejar. "Eita trem bão!" 


Venha você também, e traga sua família!
Informações: 5920-3920
O Louvor de Deus contagia

Vídeo Vocacional dos Legionários

Me agradou muito este vídeo que vale à pena assistir!

Sacerdotes, unidos ao Coração de Cristo


Neste mês de junho, Bento XVI pede orações particularmente pelos sacerdotes, para que sejam testemunhas autênticas do amor de Deus.
 “Para que os sacerdotes, unidos ao Coração de Cristo, sejam sempre verdadeiras testemunhas do amor solícito e misericordioso de Deus”.
Esta petição do Papa tem lugar quando se cumpre um ano desde o encerramento do Ano Sacerdotal, período em que a Igreja se uniu de maneira particular em oração pelos seus sacerdotes, em meio a escândalos de uma pequena porcentagem deles, que, no entanto, acarretaram um grande preconceito na percepção de sua vocação por parte da opinião pública.
Por outro lado, o mês de junho é o mês que a Igreja dedica tradicionalmente ao Sagrado Coração de Jesus. Além da intenção geral, o Papa propõe também uma intenção missionária, que é: “Para que o Espírito Santo faça ressurgir em nossas comunidades numerosas vocações missionárias, dispostas a consagrar-se plenamente a difundir o Reino de Deus”.
(cf. zenit.org  30/05/2011)
Obedientes ao apelo do Santo Padre, o Papa, nós pedimos que você se una aos salvistas e se dedique neste mês, a rezar de maneira especial pelos sacerdotes. E em favor dos padres salvistas, para que sejamos fiéis aquilo que Deus inspirou no coração do nosso Fundador: "Sacerdotes santos e sábios" e para que sejam sempre fiéis ao carisma do Louvor de Deus, confiado a eles, por vocação.