A importância da missão do leigo. Louvar pela eternidade.
Em agosto deste ano, nossa
querida Maria Neusa, leiga compromissada da Ordem Terceira Salvista, retornou
para a casa do Pai. Sentimos muito a sua perda, mas na certeza da alegria
da Ressurreição dos filhos de Deus.
Nossa caríssima Maria Neusa,
buscou testemunhar sua fé vivendo sua vocação Salvista em sua família, em sua
comunidade, em seu trabalho e em todas as circunstancias e lugares que o Senhor
lhe permitiu. E agora ao lado de nossa Pai-fundador, Pe Gilberto Maria Defina,
sjs, sabemos que ela continua sua missão e intercede por nós, pois, ”pelo fato
de que os habitantes do Céu estarem unidos mais intimamente com Cristo,
consolidam com mais firmeza na santidade toda a Igreja. Eles não deixam de
interceder por nós ao Pai”.(Catecismo da Igreja Católica).
Era a nossa querida Neusa, que
durante os encontros da Ordem Terceira Salvista desempenhava a especial tarefa
de zelar pelo altar do Senhor e trazer flores para enfeitá-lo. No
entanto, sua prontidão em dizer o sim a seu Deus, sua disponibilidade em
servir, e sua amizade fraterna foram as flores mais bonitas que ela você
ofertou ao Senhor e partilhou com todos nós. Nossa irmã nos ensinou que vivendo
a nossa vocação no estado de vida ao qual fomos chamados, tornamos o jardim de
Deus mais bonito com as flores que ofertamos ao longo de nossa vida.
A Lumen Gentium, nos diz que:“A
comunhão dos que estão na terra com os irmãos que adormeceram na paz de Cristo
de maneira nenhuma se interrompe; pelo contrário, segundo a fé constante da
igreja, reforça-se pela comunicação dos bens espirituai”..(Lumen Gentium).
Pois, Tal qual a terra precisa do
sol para seguir, assim também nossa alma precisa de Ti, Senhor.
A Ti toda glória e todo
Louvor por toda a eternidade.
“Estou persuadido que nem a
morte, nem a vida, ...nem as alturas, nem os abismos, nem outra qualquer
criatura porque nos separar do amor que Deus nos testemunha em Cristo Jesus,
nosso Senhor” (Rom 8,38-39).
Cidinha, SER.
Revista "Uma Nova Unção, Ed. 04, Outubro de 2011.
Encontro Vocacional, um encontro com Aquele que nos chama!
Muitas são as pessoas que querem "deixar tudo para ficar com o Tudo" (S. João da Cruz), sentindo no coração o impulso para ser todo de Deus. Mas como se encontrar entre os vários estados de vida? Sendo assim, uma parte importante para o discernimento vocacional é a Convivência Vocacional. É uma experiência daquele que deseja ingressar em algum Instituto Religioso, Seminário Diocesano, Comunidade de Vida, enfim, uma convivência do dia-a-dia com aqueles que já fizeram sua opção. É uma chance de se conhecer mais de perto o ambiente e aqueles que ali já vivem o estado de vida que se deseja abraçar. E melhor, para aqueles que se sentem chamados à Vida Consagrada, é a chance de se conhecer o Carisma no dia-adia daqueles homens ou mulheres que já o vivem. Assim, a Convivência Vocacional é uma oportunidade que devemos abraçar quando acreditamos valer a pena seguir por aquele caminho; ali Deus falará mais forte ao coração, confirmando seu chamado naquele lugar ou em qualquer outro onde Ele deseja que estejamos. Afinal, sabemos que nossa felicidade somente será verdadeira quando estivermos no caminho que Deus escolheu para nós desde seu sonho conosco. Desafie-se, se lance, abrace a oportunidade de Deus em sua vida. Siga sua vocação e seja feliz!
"Que o Louvor de Deus cresça em nós sem cessar!"
Homilia do Papa na missa com os Seminaristas em Madrid (20/08/2011)
Abaixo, segue a homilia que o Papa pronunciou no dia 20 de agosto, poe ocasião da JMJ- Madrid, na Missa com os seminaristas, celebrada na Catedral de Santa María la Real de la Almudena, de Madrid (grifo nosso):
Senhor Cardeal Arcebispo de Madrid,
Queridos Irmãos no Episcopado,
Queridos sacerdotes e religiosos,
Queridos reitores e formadores,
Queridos seminaristas,
Meus amigos!
Queridos Irmãos no Episcopado,
Queridos sacerdotes e religiosos,
Queridos reitores e formadores,
Queridos seminaristas,
Meus amigos!
Sinto uma profunda alegria ao celebrar a Santa Missa para todos vós, que aspirais a ser sacerdotes de Cristo para o serviço da Igreja e dos homens, e agradeço as amáveis palavras de saudação com que me acolhestes. Hoje esta Catedral de Santa Maria a Real da Almudena lembra um imenso cenáculo onde o Senhor desejou ardentemente celebrar a Sua Pascoa com todos vós que um dia desejais presidir em seu nome os mistérios da salvação. Vendo-vos, comprovo de novo como Cristo continua chamando jovens discípulos para fazer deles seus apóstolos, permanecendo assim viva a missão da Igreja e a oferta do evangelho ao mundo. Como seminaristas, estais a caminho para uma meta santa: ser continuadores da missão que Cristo recebeu do Pai. Chamados por Ele, seguistes a sua voz; e, atraídos pelo seu olhar amoroso, avançais para o ministério sagrado. Ponde os vossos olhos n’Ele, que, pela sua encarnação, é o revelador supremo de Deus ao mundo e, pela sua ressurreição, é a fiel realização da sua promessa. Dai-Lhe graças por este sinal de predilecção que reserva para cada um de vós.
A primeira leitura que escutámos mostra-nos Cristo como o novo e definitivo sacerdote, que fez uma oferta total da sua existência. A antífona do salmo aplica-se perfeitamente a Ele, quando, ao entrar no mundo, Se dirigiu a seu Pai dizendo: «Eis-me aqui para fazer a tua vontade» (cf. Sal 39, 8-9). Procurava agradar-Lhe em tudo: ao falar e ao agir, percorrendo os caminhos ou acolhendo os pecadores. A sua vida foi um serviço, e a sua dedicação abnegada uma intercessão perene, colocando-Se em nome de todos diante do Pai com Primogénito de muitos irmãos. O autor da Carta aos Hebreus afirma que, através desta entrega, nos tornou perfeitos para sempre, a nós que estávamos chamados a participar da sua filiação (cf. Heb 10, 14).A Eucaristia, de cuja instituição nos fala o evangelho proclamado (cf. Lc 22, 14-20), é a expressão real dessa entrega incondicional de Jesus por todos, incluindo aqueles que O entregavam: entrega do seu corpo e sangue para a vida dos homens e para a remissão dos pecados. O sangue, sinal da vida, foi-nos dado por Deus como aliança, a fim de podermos inserir a força da sua vida onde reina a morte por causa do nosso pecado, e assim destruí-lo. O corpo rasgado e o sangue derramado de Cristo, isto é, a sua liberdade sacrificada, converteram-se, através dos sinais eucarísticos, na nova fonte da liberdade redimida dos homens. N’Ele temos a promessa duma redenção definitiva e a esperança segura dos bens futuros. Por Cristo, sabemos que não estamos caminhando para o abismo, para o silêncio do nada ou da morte, mas seguindo para a terra prometida, para Ele que é nossa meta e também nosso princípio.
Queridos amigos, vos preparais para ser apóstolos com Cristo e como Cristo, para ser companheiros de viagem e servidores dos homens.
Como haveis de viver estes anos de preparação? Em primeiro lugar, devem ser anos de silêncio interior, de oração permanente, de estudo constante e de progressiva inserção nas actividades e estruturas pastorais da Igreja. Igreja, que é comunidade e instituição, família e missão, criação de Cristo pelo seu Espírito Santo e simultaneamente resultado de quanto a configuramos com a nossa santidade e com os nossos pecados. Assim o quis Deus, que não se incomoda de tomar pobres e pecadores para fazer deles seus amigos e instrumentos para redenção do género humano. A santidade da Igreja é, antes de mais nada, a santidade objectiva da própria pessoa de Cristo, do seu evangelho e dos seus sacramentos, a santidade daquela força do alto que a anima e impele. Nós devemos ser santos para não gerar uma contradição entre o sinal que somos e a realidade que queremos significar.
Meditai bem este mistério da Igreja, vivendo os anos da vossa formação com profunda alegria, em atitude de docilidade, de lucidez e de radical fidelidade evangélica, bem como numa amorosa relação com o tempo e as pessoas no meio de quem viveis. É que ninguém escolhe o contexto nem os destinatários da sua missão. Cada época tem os seus problemas, mas Deus dá em cada tempo a graça oportuna para os assumir e superar com amor e realismo. Por isso, em toda e qualquer circunstância em que se encontre e por mais dura que esta seja, o sacerdote tem de frutificar em toda a espécie de boas obras, conservando sempre vivas no seu íntimo aquelas palavras do dia da sua Ordenação com que se lhe exortava a configurar a sua vida com o mistério da cruz do Senhor.
Configurar-se com Cristo comporta, queridos seminaristas, identificar-se sempre mais com Aquele que por nós Se fez servo, sacerdote e vítima. Na realidade, configurar-se com Ele é a tarefa em que o sacerdote há-de gastar toda a sua vida. Já sabemos que nos ultrapassa e não a conseguiremos cumprir plenamente, mas, como diz São Paulo, corremos para a meta esperando alcançá-la (cf. Flp 3, 12-14).
Mas Cristo, Sumo Sacerdote, é igualmente o Bom Pastor, que cuida das suas ovelhas até ao ponto de dar a vida por elas (cf. Jo 10, 11). Para imitar nisto também o Senhor, o vosso corações tem de ir amadurecendo no Seminário, colocando-se totalmente à disposição do Mestre. Dom do Espírito Santo, esta disponibilidade é que inspira a decisão de viver o celibato pelo Reino dos céus, o desprendimento dos bens da terra, a austeridade de vida e a obediência sincera e sem dissimulação.Pedi-Lhe, pois, que vos conceda imitá-Lo na sua caridade até ao fim para com todos, sem excluir os afastados e pecadores, de tal forma que, com a vossa ajuda, se convertam e voltem ao bom caminho. Pedi-Lhe que vos ensine a aproximar-vos dos enfermos e dos pobres, com simplicidade e generosidade. Afrontai este desafio sem complexos nem mediocridade, mas antes como uma forma estupenda de realizar a vida humana na gratuidade e no serviço, sendo testemunhas de Deus feito homem, mensageiros da dignidade altíssima da pessoa humana e, consequentemente, seus defensores incondicionais. Apoiados no seu amor, não vos deixeis amedrontar por um ambiente onde se pretende excluir Deus e no qual os principais critérios por que se rege a existência são, frequentemente, o poder, o ter ou o prazer. Pode acontecer que vos desprezem, como se costuma fazer com quem aponta metas mais altas ou desmascara os ídolos diante dos quais muito se prostram hoje. Será então que uma vida profundamente radicada em Cristo se revele realmente como uma novidade, atraindo com vigor a quantos verdadeiramente procuram Deus, a verdade e a justiça.
Animados pelos vossos formadores, abri a vossa alma à luz do Senhor para ver se este caminho, que requer coragem e autenticidade, é o vosso, avançando para o sacerdócio só se estiverdes firmemente persuadidos de que Deus vos chama para ser seus ministros e plenamente decididos a exercê-lo obedecendo às disposições da Igreja.
Com esta confiança, aprendei d’Aquele que Se definiu a Si mesmo como manso e humilde de coração, despojando-vos para isso de todo o desejo mundano, de modo que não busqueis o vosso próprio interesse, mas edifiqueis, com a vossa conduta, aos vossos irmãos, como fez o santo padroeiro do clero secular espanhol São João de Ávila. Animados pelo seu exemplo, olhai sobretudo para a Virgem Maria, Mãe dos sacerdotes. Ela saberá forjar a vossa alma segundo o modelo de Cristo, seu divino Filho, e vos ensinará incessantemente a guardar os bens que Ele adquiriu no Calvário para a salvação do mundo. Amém.
© Copyright 2011 - Libreria Editrice Vaticana
Marcadores:
chamado vocação sacerdócio vida religiosa,
JMJ,
papa
15 de Agosto: Dia da Vocação à Vida Religiosa.
Em homenagem ao dia do Religioso, comemorado este ano no dia 21 de Agosto, postamos abaixo a reflexão do Frater Fábio Muniz Alves para este dia. Cujo título é:
SER RELIGIOSO...
![]() |
| N. Sra. Mãe e Rainha das Vocações. |
... é confiar-se cada dia à Providência Divina, que governa todas as coisas e crer que a vida religiosa é dom de Deus Pai à sua Igreja por meio do Espírito.
... é assumir autenticamente os traços característicos de Jesus, vivendo intensa e intrinsecamente seus sentimentos com vistas à estatura do homem perfeito.
... é poder renovar o seu “sim” a todo instante, nas pequenas ou grandes coisas, e se dedicar a Ele de coração indiviso.
... é dar passos conscientes para uma opção que se exprime na radicalidade do dom de si mesmo por amor do Senhor Jesus, sem reservas nesta oferta generosa e contínua de si para os irmãos e irmãs.
... é manifestar, por meio das ações do dia a dia, a excelência do mandamento do amor e a conexão inseparável entre amor a Deus e amor ao próximo.
O religioso é portador da cruz e dela não se esquiva jamais, porque sabe que esta é meio pela qual vai se tornar portador do Espírito, homem espiritual, capaz de fecundar a história, com o louvor e a intercessão contínua. Este sacrifício de louvor ao qual é chamado é semente de eternidade para sua comunidade e para toda a Igreja, especialmente para os que dela estão afastados.
O religioso é sinal de esperança para o mundo, pois faz de Cristo o sentido de sua própria vida, unindo-se constantemente a Ele e dele dependendo em tudo. Sua base mais sólida é a experiência radical do mistério do amor de Deus e a consolidação da comunhão de vida com Ele; sabe-se amado e tem necessidade de retribuir esse amor. O fundamento para sua consagração é a gratidão a esse amor incondicional a ele manifestado pela autodoação de Cristo na cruz.
O religioso encontra a profundidade desse amor divino no olhar de Jesus, que atinge e transforma todo o seu ser. Seguindo os passos do Filho, o religioso é consagrado pelo Espírito e enviado para testemunhar as maravilhas desse encontro com o Senhor. Sua história é selada por um novo sentido e acentua-se como reflexo da vida trinitária, que faz morada em seu coração e em sua alma. Esse homem não deixa de ser humano, fraco, limitado. Porém, nas mãos de Deus, é voz profética e canal de salvação para a humanidade inteira, de todos os tempos. Parabéns, querido religioso, pelo seu dia! Que nós possamos ser o rosto do Louvor de Deus no mundo!
Autor: Frater Fábio Muniz Alves, sjs.
Religioso Salvista.
3ª semana - Vocação para a Vida Religiosa
Bendito sejais, Vós, nosso Deus, por nos ter chamado à vida religiosa e nos dar a graça de nos entregarmos totalmente ao vosso louvor na oração e no trabalho para assim contemplarmos os sinais do vosso amor na Criação e em cada ser humano. Queremos, nesta “escola do Louvor de Deus”, buscar vossa Palavra na Sagrada Escritura e celebrar com todo esplendor a Sagrada Liturgia na efusão do Vosso Espírito. Por isso, fazei de nossas comunidades verdadeiros lares para que assim os povos da terra aprendam de nós o Vosso Amor. Por Vosso Filho, Jesus Salvador, na Unidade do Espírito Santo. Amém.
Assinar:
Postagens (Atom)


