Dia 20 de Julho, DIA INTERNACIONAL DA AMIZADE!



"Um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro.
Nada é comparável a um amigo fiel, o ouro e a prata não merecem ser postos em paralelo com a sinceridade de sua fé.
Um amigo fiel é um remédio de vida e imortalidade; quem teme ao Senhor, achará esse amigo.
Quem teme ao Senhor terá também uma excelente amizade, pois seu amigo lhe será semelhante". (Eclo.6,14-17).

A TODOS DOS AMIGOS DE NOSSA FRATERNIDADE DESEJAMOS UM BOM DIA!
Bento XVI aos sacerdotes (V): vocação vem de Deus
Diálogo entre o Papa e os sacerdotes do mundo inteiro

NOSSOS PADRES SALVISTAS!

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 21 de junho de 2010 (ZENIT.org) - A falta de vocações hoje é um "problema doloroso" que aflige a Igreja, reconheceu o Papa Bento XVI, na última pergunta durante a vigília realizada em São Pedro no dia 10 de junho, durante o encerramento do Ano Sacerdotal.
A questão apresentada por Anthony Denton, da Austrália, em nome dos sacerdotes da Oceania, supõe "um problema grande e doloroso da nossa época", admitiu Bento XVI.
É "a falta de vocações, razão pela qual as igrejas locais estão em perigo de tornar-se áridas, porque falta a Palavra da vida, falta a presença do sacramento da Eucaristia e dos demais sacramentos".
No entanto, advertiu o Papa, diante desse problema existe uma "grande tentação", que consiste em "transformar o sacerdócio - o sacramento de Cristo, o ser escolhidos por Ele - em uma profissão normal, em um emprego que tem suas horas e que, no resto do tempo, a pessoa pertence somente a si mesma; e fazer isso como qualquer outra vocação: torná-lo acessível e fácil".
Mas - sublinhou - esta "é uma tentação, não resolve o problema".
A propósito disso, citou a história bíblica de Saul, que realiza um sacrifício no lugar do profeta Samuel porque este não se apresenta a tempo antes de uma batalha.
Este rei, explicou o Papa, "pensa em resolver assim o problema, que naturalmente não se resolve, porque tenta fazer o que não pode fazer sozinho; considera-se Deus ou quase Deus; e não se pode esperar que as coisas aconteçam do jeito que Deus quer".
"Assim também nós, se exercêssemos somente uma profissão como as demais, renunciando à sacralidade, à novidade, à diversidade do sacramento que só Deus dá, que pode vir somente da sua vocação e não do nosso fazer, não resolveríamos nada."
O único que é preciso fazer, insistiu, é "rezar com grande insistência, com grande determinação, com grande convicção também", clamar "ao coração de Deus, para que nos dê sacerdotes".
Três conselhos
O Papa indicou três "receitas" para promover as vocações. A primeira: cada sacerdote "deveria fazer o possível para viver seu próprio sacerdócio de tal maneira que este se tornasse convincente".
"Acho que nenhum de nós teria chegado a ser sacerdote se não tivesse conhecido sacerdotes convincentes, nos quais ardia o fogo do amor de Cristo", sublinhou.
A segunda: oração; e a terceira: "ter o valor de falar com os jovens sobre o possível chamado de Deus, porque com frequência uma palavra humana é necessária para abrir a escuta da vocação divina".
"O mundo de hoje é tal que quase parece excluído o amadurecimento de uma vocação sacerdotal; os jovens precisam de ambientes nos quais se viva a fé, nos quais apareça a beleza da fé, nos quais apareça que este é um modelo de vida."

APAIXONADOS PELO SACERDÓCIO, NÃO DEIXEM DE LER!

Deus serve-Se de um pobre homem a fim de, através dele, estar presente para os homens e agir em seu favor. Esta audácia de Deus – que a Si mesmo Se confia a seres humanos; que, apesar de conhecer as nossas fraquezas, considera os homens capazes de agir e estar presentes em seu nome – esta audácia de Deus é o que de verdadeiramente grande se esconde na palavra «sacerdócio». Que Deus nos considere capazes disto; que deste modo Ele chame homens para o seu serviço e Se prenda assim, a partir de dentro, a eles: isto é o que, neste ano, queríamos voltar a considerar e compreender. Queríamos despertar a alegria por termos Deus assim tão perto, e a gratidão pelo facto de Ele Se confiar à nossa fraqueza, de Ele nos conduzir e sustentar dia após dia. E queríamos assim voltar a mostrar aos jovens que esta vocação, esta comunhão de serviço a Deus e com Deus, existe; antes, Deus está à espera do nosso «sim». Juntos com a Igreja, queríamos novamente assinalar que esta vocação devemos pedi-la a Deus. Pedimos operários para a messe de Deus, mas este pedido a Deus é simultaneamente Deus que bate à porta do coração de jovens que se considerem capazes daquilo de que Deus os considera capazes. Era de esperar que este novo resplendor do sacerdócio não fosse visto com agrado pelo «inimigo»; este teria preferido vê-lo desaparecer, para que em definitivo Deus fosse posto fora do mundo. E assim aconteceu que, precisamente neste ano de alegria pelo sacramento do sacerdócio, vieram à luz os pecados dos sacerdotes – sobretudo o abuso contra crianças, no qual o sacerdócio enquanto serviço da solicitude de Deus em benefício do homem se transforma no contrário. Também nós pedimos insistentemente perdão a Deus e às pessoas envolvidas, enquanto pretendemos e prometemos fazer tudo o possível para que um tal abuso nunca mais possa suceder; prometemos que, na admissão ao ministério sacerdotal e na formação ao longo do caminho de preparação para o mesmo, faremos tudo o que pudermos para avaliar a autenticidade da vocação, e que queremos acompanhar ainda mais os sacerdotes no seu caminho, para que o Senhor os proteja e guarde em situações penosas e nos perigos da vida. Se o Ano Sacerdotal devesse ser uma glorificação do nosso serviço humano pessoal, teria ficado arruinado com estas vicissitudes. Mas, para nós, tratava-se precisamente do contrário: sentir-se agradecidos pelo dom de Deus, dom que se esconde em «vasos de argila» e que sem cessar, através de toda a fraqueza humana, concretiza neste mundo o seu amor. Assim consideramos tudo o que sucedeu como um serviço de purificação, um serviço que nos lança para o futuro e faz agradecer e amar muito mais o grande dom de Deus. Deste modo, o dom torna-se o compromisso de responder à coragem e à humildade de Deus com a nossa coragem e a nossa humildade.

Cerco de Jericó 1º Semestre de 2010.

Encerramos na tarde de ontem o nosso primeiro Cerco de Jericó deste ano de 2010. No qual fizemos sete dias de Adoração ao Ssmo. Sacramento ininterruptamente. Nossas intenções de a intercessão:

1ª Parte


2ª Parte


Votos Perpétuos dos Irmãos salvistas

Aconteceu no dia  24 de Abril passado, a cerimônia dos Votos Perpétuos dos nossos Fratres. Celebrada por Dom Frei Fernando Antônio Figueiredo, na Igreja do Sagrado Coração, no bairro do Brooklin/SP.

Frt. Helder, Frt. Fábio e Frt. Paulo.

Vejam os Momentos...

Antes da Missa...


Procissão de entrada.


Os nossos Concelebrantes


O momento do "SIM"


O momento da Intercessão.

A festa...
PARABÉNS AOS NOSSOS FRATRES!!!!


SOBRE TOMAS MERTON - O TEMPO DA ESPERA: "OS TRÊS ADVENTOS"

São Bernardo retorna com freqüência à idéia dos "três Adventos" de Cristo. O primeiro é o Advento com o qual entrou no mundo, após ter recebido a natureza humana, no seio da bem-aventurada Virgem Maria. O terceiro é o Advento que o trará ao mundo no fim dos tempos, para julgar os vivos e os mortos ou, sobretudo, para tornar manifesto o juízo que os indiferentes fizeram recair sobre si mesmos, rejeitando acolher o seu amor e salvação, e que os eleitos aceitaram das mãos de sua misericórdia.

O primeiro é o Advento no qual Ele vem procurar e salvar aquilo que estava perdido. O terceiro é o Advento no qual ele vem para atrair-nos a si. O primeiro é uma promessa; o terceiro é o seu cumprimento. (…)

Os três Adventos de Cristo são uma realização completa da pascha Christi. Mas até então, falamos explicitamente somente do primeiro e do terceiro. O segundo é, num certo sentido, o mais importante para nós. O "segundo Advento" – por meio do qual Cristo está presente agora em nossas almas – depende do nosso reconhecimento atual da sua pascha, ou transitus, a passagem de Cristo através do mundo, através das nossas próprias vidas.

Meditando o Advento passado e o Advento futuro, aprendemos a reconhecer o Advento presente, que se situa em todos os momentos da nossa vida de peregrinos terrenos. Alcançamos a consciência do fato que cada momento do tempo é um momento de juízo, que Cristo está passando, e que nós somos julgados pela maior ou menor consciência dessa sua passagem. Se nos unirmos a Ele e nos colocarmos a caminho com Ele, rumo a Seu reino, o juízo se torna salvação para nós. Mas se O deixarmos de lado e se permitirmos que passe avante, a nossa indiferença se torna a nossa condenação.

A meditação sobre o primeiro Advento nos dá a esperança na promessa que nos foi feita. A recordação do terceiro serve para mantermos vivo o temor de não sermos capazes de ver essa promessa realizada. O segundo Advento, o presente, colocado entre esses dois termos extremos, torna-se, necessariamente, um tempo de angústia, um tempo de conflito entre o temor e a alegria. Mas como é salutar essa luta! Que termina na salvação e na vitória porque purifica todo o nosso ser.

Apesar disso, o medius Adventus é tempo mais de consolação que de penitência, se refletirmos que também nele, Cristo vem realmente a nós, nos dá realmente seu próprio ser, porque, na esperança, já possuímos o céu.

"Esse segundo Advento é o caminho que percorremos, para passar do primeiro para o terceiro. No primeiro, Cristo era a nossa redenção, no último nos aparecerá como a nossa vida. No presente, enquanto dormimos na nossa herança, Ele é nosso repouso e nossa consolação" (Sermo V de Adventu, I).

Porém, neste "sono" não há nenhuma idéia de inatividade. Indubitavelmente, pode significar quietude, escuridão e vazio para a nossa atividade natural. Mas nessa "escuridão", Deus vem a nós e opera misteriosamente dentro de nós, em espírito e verdade, para fazer de modo que o fruto de Sua obra se torne manifesto no terceiro Advento, quando Ele virá em toda a sua majestade e em toda a sua glória.

Texto de Thomas Merton publicado pela edição italiana do jornal "L'Osservatore Romano" de 15-16 de dezembro, p. 4, por ocasião dos 40 anos da morte do monge trapista norte-americano. Tradução de Raimundo Lima.


Thomas Merton foi um religioso e escritor norte-americano da Ordem Trapista, autor de mais de 60 escritos, entre ensaios e obras em poesia e prosa, dedicados, sobretudo, aos temas do ecumenismo, do diálogo inter-religioso, da paz e dos direitos civis. De pai neozelandês e mãe norte-americana, nasceu em 1915, em Prades, na França, e morreu em 1968, em Bangcoc, Tailândia.